domingo, 17 de janeiro de 2010
Saque chinês
a coluna dos sábados no “Correio da Manhã”
Deitar a mão ao código-fonte da Google (um segredo sem preço) era um dos objectivos dos ataques chineses (via falhas de segurança da Microsoft e da Adobe). Tal como a informação de dezenas de empresas, de sites da oposição e de defensores dos Direitos Humanos e até de gabinetes de advogados americanos representantes de empresas que acusam os chineses de violação de patentes e contrafacção. Washington já interrogou Pequim sobre a sua capacidade de “respeitar os standards internacionais da economia”… continua em Ver Claro, a coluna dos sábados no “Correio da Manhã”.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
A coluna do “Correio da Manhã”
09 Janeiro 2010
MUDANÇA RADICAL
As projecções lineares deixaram de fazer sentido, nestes tempos. Prever esta década como o continuar da anterior é, pior que um crime, um erro. O que se vai impor, nos próximos anos, é o que de novo irrompe no vasto campo de ruínas em que a crise (Setembro 2008) tornou o mundo que conhecíamos. O que aí vem é, realmente, novo. E entendê-lo é, realmente, estratégico…
MERKEL: AVISOS!
Com eleições regionais em Maio e com a ameaça de iminente destruição massiva de empregos nos "motores" da economia alemã (pois chegam ao fim medidas tomadas para os ‘aguentar’), Merkel avisa não haver saída rápida da crise e que, antes da recuperação, ainda haverá uma degradação… E já fala em "mudar a nossa arte de viver e a nossa economia".
TIGRE DE PAPEL
Cada vez mais observadores vêem o "milagre económico chinês" como um enorme "tigre de papel", notando que Pequim fez, no investimento interno, escolhas erradas que criaram uma enorme ‘bolha’ e inclinam todo o sistema para o colapso.
CONTRATERRORISMO
A CIA já fez saber ter informado a tempo o NCTC (a agência do Contraterrorismo) sobre o nigeriano autor do atentado falhado no dia de Natal...
ERRO FATAL
O muito sensível manual americano de segurança dos aeroportos apareceu todo na net… "Por erro" da Transportation Security Administration!
Ver Claro
02 Janeiro 2010
TEMPO DE PROUST
À procura do crescimento perdido é como vai andar todo o Ocidente (e não só…), em 2010, com a zona euro a viver, depois do inferno da crise financeira, num purgatório de economia precária (que os Estados terão de continuar a apoiar, se quiserem evitar a catástrofe social). Com centenas de milhares de postos de trabalho a desaparecer, o desemprego será o problema mais grave de toda a Eurolândia.
RISCOS E AMEAÇAS
Para o presidente russo, Medvedev, "a situação do mundo é actualmente muito complexa, assistimos à formação de uma nova configuração mundial, à emergência de novos centros de influência e à activação de forças políticas até agora desconhecidas", por isso, o serviço de informações externas (SVR) deve poder antecipar as várias ameaçasao país...
INTELIGÊNCIA...
"Na missão de um dirigenteou quadro empresarial, a Inteligência Económica é indispensável, pois não é possível ser pertinente sem a informação certa sobre a concorrência, o mercado e as tecnologias emergentes", explicou o delegado interministerial francês para a IE, nas ‘Jornadas’ organizadas para recensear as necessidades das empresas.
SÉRIA ESCALADA
Face à ameaça iraniana, o Pentágono prepara a simulação de um ataque de mísseis iranianos ao território dos EUA, para testar defesas e evitar surpresas.
Ver Claro
26 Dezembro 2009
CIBER AMEAÇAS
O Citigroup sofreu um ciber-ataque, que lhe infligiu prejuízos de dezenas de milhões, mas não foi o único banco a ser atacado, nestes dias. E uma agência federal americana também foi atacada. Face a isto, Obama acaba de nomear um coordenador governamental da ciber-segurança, Howard Schmidt, para enfrentar a ciber-guerra de que os EUA estão a ser alvo e de que a China é a principal origem.
SABER, ANTECIPAR
A nova doutrina de defesa e segurança nacional de França coloca a função "conhecer e antecipar" na primeira linha das prioridades estratégicas. Daqui decorre uma reestruturação completa do dispositivo de inteligência e substancial reforço de orçamentos.
GRANDES ORELHAS
Os sistemas de intercepção de comunicações foram a estrela da 25.ª edição do Milipol, salão das empresas de tecnologias de segurança, em Paris.
NOVA CRISE
Nouriel Roubini, um dos que desde 2007 previram a crise, alerta para a existência de condições para nova crise.
ALVO: EMPRESAS
Há vários estudos (em inglês, francês…) sobre as guerras de informação, contra empresas ou outros para os destruir ou condicionar, mas são áridos… ‘Opération Accapare’ é um romance que se lê com gosto e explica tudo sobre "vulnerabilidades", "eixos de pressão", "protecção" e "redteams"… Boa oferta de Natal. Compra-se na net.
Ver Claro
19 Dezembro 2009
Injectar MM€
35 mil milhões é o montante do “grande empréstimo nacional” lançado por Sarkozy para “meter carburante” na fragilizada economia francesa, mais ou menos o mesmo que a ExxonMobil pagou pela XTO Energy e pouco mais do triplo do que a família Ben Zayed Al-Nahyane, ‘dona’ do Abou Dhabi, emprestou já aos Al-Maktoum, ‘donos’ do falido Dubai…
PRIMEIRO A CHINA
As empresas estrangeiras rangem os dentes faceà "Preferência Nacional",imposta por Pequim, no fornecimento de equipamentos hi-tech (computadores, software, equipamentos telecom...) aos organismos públicos chineses...
VANTAGEM TALIBAN
O tráfico de droga permite aos talibans pagar 300 dólares/mês aos seus combatentes, enquanto o governo corrupto de Karzai paga aos seus militares apenas 100…
ANJO TERRESTRE
Nem só em Copenhaga se salva o planeta, uma empresa irlandesa acaba de inventar o vibrador ecológico, sem pilhas e a manivela. O ‘Earth Angel’ promete, por 4 minutos a dar à manivela, 30 minutos de vibrações máximas, e vai, claro, ser produzido na China. Enfim, talvez ele ajude a resolver o maior problema ecológico que ninguém ousou abordar em Copenhaga: a sobrepopulação do planeta, assimetricamente distribuída.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Na Coluna do "Correio da Manhã"
12 Dezembro 2009
BALANÇA DO PODER
Inovação do ‘Tratado de Lisboa’, o Serviço Europeu para a Acção Externa, a nascer em Abril, dá lugar a um pesado jogo de influência em que as redes e orçamentos diplomáticos dos Estados definem a balança de poder na política externa da Europa. A França, que tem a maior rede diplomática europeia e um dispositivo militar muito presente no exterior, já se prepara para tirar partido disso.Às pequenas potências, como Portugal, resta apostar forte em políticas de nicho, ‘soft power’ e inteligência... Muita inteligência.
BANCARROTA GREGA
Uma bomba-relógio ameaça o Euro. A dívida grega põe em perigo a moeda comum e altos responsáveis europeus admitem um cenário de falência nacional da Grécia. Este ‘estoiro’ grego teria consequências fatais para o Euro ao provocar um efeito-dominó, com os especuladores a atacarem meia dúzia de outros membros do Euro, assim tornados ‘candidatos’ à bancarrota...
FUNDO SOBERANO
A Noruega está a dar assistência a Luanda para a criação do primeiro "fundo soberano" angolano.
ALTA REPUBLICANA
Sarah Palin cruza--se com Obama... Nas sondagens.O presidentedesce (deu um trambolhãono último mês de 53% para 47%), ela sobe (já vai nos 46%).Os republicanos exultam.
José Mateus, Consultor de Inteligência Competitiva
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Da coluna do 'Correio da Manhã'
29 Agosto 2009 - 00h30
O comportamento cínico e leviano dos gestionários do sistema financeiro (aumento dos seus proventos fixos e variáveis, reserva para si mesmos das (continua na coluna do 'Correio da Manhã')
Ver Claro
22 Agosto 2009 - 00h30
Ataque à Defesa
O actual tipo de evolução do sector e do seu principal player (Grupo Empordef) abre portas a uma recomposição do mapa das indústrias de Defesa e a uma nova partilha do mercado, da construção naval (em profunda crise) ao espacial e às sensíveis e estratégicas engenharias de software... (continua na coluna do 'Correio da Manhã)
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
A Coluna do "Correio da Manhã"
Defesa em alta: Violento aumento dos orçamentos de Defesa um pouco por todo o mundo: China, Rússia, Índia, Brasil, Venezuela, mundo árabe, até nos (continua na coluna do "Correio da Manhã"...)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
CLIMA: A AMEAÇA DA MUDANÇA
As mudanças climáticas parecem bem mais complexas que o linear e estafado tema do "global warning"… O New York Times tratou recentemente o assunto, numa perspectiva de segurança e defesa, face a "environmental degradation and the weakening of national governments", e analisou os seus "profound strategic challenges to the United States in coming decades"...
Climate Change Seen as Threat to U.S. Security
By JOHN M. BRODER Published: August 8, 2009
WASHINGTON — The changing global climate will pose profound strategic challenges to the United States in coming decades, raising the prospect of military intervention to deal with the effects of violent storms, drought, mass migration and pandemics, military and intelligence analysts say.
Skip to next paragraphThe conflict in southern Sudan, which has killed and displaced tens of thousands of people, is partly a result of drought in Darfur.
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Such climate-induced crises could topple governments, feed terrorist movements or destabilize entire regions, say the analysts, experts at the Pentagon and intelligence agencies who for the first time are taking a serious look at the national security implications of climate change.
Recent war games and intelligence studies conclude that over the next 20 to 30 years, vulnerable regions, particularly sub-Saharan Africa, the Middle East and South and Southeast Asia, will face the prospect of food shortages, water crises and catastrophic flooding driven by climate change that could demand an American humanitarian relief or military response.
An exercise last December at the National Defense University, an educational institute that is overseen by the military, explored the potential impact of a destructive flood in Bangladesh that sent hundreds of thousands of refugees streaming into neighboring India, touching off religious conflict, the spread of contagious diseases and vast damage to infrastructure. "It gets real complicated real quickly," said Amanda J. Dory, the deputy assistant secretary of defense for strategy, who is working with a Pentagon group assigned to incorporate climate change into national security strategy planning.
Much of the public and political debate on global warming has focused on finding substitutes for fossil fuels, reducing emissions that contribute to greenhouse gases and furthering negotiations toward an international climate treaty — not potential security challenges.
But a growing number of policy makers say that the world's rising temperatures, surging seas and melting glaciers are a direct threat to the national interest.
If the United States does not lead the world in reducing fossil-fuel consumption and thus emissions of global warming gases, proponents of this view say, a series of global environmental, social, political and possibly military crises loom that the nation will urgently have to address.
This argument could prove a fulcrum for debate in the Senate next month when it takes up climate and energy legislation passed in June by the House.
Lawmakers leading the debate before Congress are only now beginning to make the national security argument for approving the legislation.
Senator John Kerry, the Massachusetts Democrat who is the chairman of the Foreign Relations Committee and a leading advocate for the climate legislation, said he hoped to sway Senate skeptics by pressing that issue to pass a meaningful bill.
Mr. Kerry said he did not know whether he would succeed but had spoken with 30 undecided senators on the matter.
He did not identify those senators, but the list of undecided includes many from coal and manufacturing states and from the South and Southeast, which will face the sharpest energy price increases from any carbon emissions control program.
"I've been making this argument for a number of years," Mr. Kerry said, "but it has not been a focus because a lot of people had not connected the dots." He said he had urged President Obama to make the case, too.
Mr. Kerry said the continuing conflict in southern Sudan, which has killed and displaced tens of thousands of people, is a result of drought and expansion of deserts in the north. "That is going to be repeated many times over and on a much larger scale," he said.
The Department of Defense's assessment of the security issue came about after prodding by Congress to include climate issues in its strategic plans — specifically, in 2008 budget authorizations by Hillary Rodham Clinton and John W. Warner, then senators. The department's climate modeling is based on sophisticated Navy and Air Force weather programs and other government climate research programs at NASA and the National Oceanic and Atmospheric Administration.
The Pentagon and the State Department have studied issues arising from dependence on foreign sources of energy for years but are only now considering the effects of global warming in their long-term planning documents. The Pentagon will include a climate section in the Quadrennial Defense Review, due in February; the State Department will address the issue in its new Quadrennial Diplomacy and Development Review.
"The sense that climate change poses security and geopolitical challenges is central to the thinking of the State Department and the climate office," said Peter Ogden, chief of staff to Todd Stern, the State Department's top climate negotiator.
Although military and intelligence planners have been aware of the challenge posed by climate changes for some years, the Obama administration has made it a central policy focus.
A changing climate presents a range of challenges for the military. Many of its critical installations are vulnerable to rising seas and storm surges. In Florida, Homestead Air Force Base was essentially destroyed by Hurricane Andrew in 1992, and Hurricane Ivan badly damaged Naval Air Station Pensacola in 2004. Military planners are studying ways to protect the major naval stations in Norfolk, Va., and San Diego from climate-induced rising seas and severe storms.
Another vulnerable installation is Diego Garcia, an atoll in the Indian Ocean that serves as a logistics hub for American and British forces in the Middle East and sits a few feet above sea level.
Arctic melting also presents new problems for the military. The shrinking of the ice cap, which is proceeding faster than anticipated only a few years ago, opens a shipping channel that must be defended and undersea resources that are already the focus of international competition.Skip to next paragraph
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Ms. Dory, who has held senior Pentagon posts since the Clinton administration, said she had seen a "sea change" in the military's thinking about climate change in the past year. "These issues now have to be included and wrestled with" in drafting national security strategy, she said.
The National Intelligence Council, which produces government-wide intelligence analyses, finished the first assessment of the national security implications of climate change just last year.
It concluded that climate change by itself would have significant geopolitical impacts around the world and would contribute to a host of problems, including poverty, environmental degradation and the weakening of national governments.
The assessment warned that the storms, droughts and food shortages that might result from a warming planet in coming decades would create numerous relief emergencies.
"The demands of these potential humanitarian responses may significantly tax U.S. military transportation and support force structures, resulting in a strained readiness posture and decreased strategic depth for combat operations," the report said.
The intelligence community is preparing a series of reports on the impacts of climate change on individual countries like China and India, a study of alternative fuels and a look at how major power relations could be strained by a changing climate.
"We will pay for this one way or another," Gen. Anthony C. Zinni, a retired Marine and the former head of the Central Command, wrote recently in a report he prepared as a member of a military advisory board on energy and climate at CNA, a private group that does research for the Navy. "We will pay to reduce greenhouse gas emissions today, and we'll have to take an economic hit of some kind.
"Or we will pay the price later in military terms," he warned. "And that will involve human lives."
domingo, 9 de agosto de 2009
A ABERTURA DA "SECRETA" PAQUISTANESA
Journée Portes ouvertes à l'ISI (Islamabad, Pakistan)
Il est rare que les services secrets organisent des journées "portes ouvertes" au grand public et à la presse. C'est pourtant ce qu'a fait le redoutable ISI (Inter services intelligence), les services de renseignement du Pakistan qui ont invité quelques journalistes occidentaux dans leurs locaux d'Islamabad. Le quotidien londonien The Guardian rapporte ses impressions : "l'entrée est discrète : une simple barrière à proximité d'un hôpital et d'une autoroute d'Islamabad. Des bougainvilliers fleurissent le long des murs hérissés de fils barbelés ; un homme en civil et armé questionne les visiteurs (...) Puis une énorme porte électrique coulisse pour laisser apparaître un bâtiment gris et élégant qui ne dépareillerait pas sur un campus californien. A une différence près : il n'existe aucun panneau indicateur".
Le journaliste du Guardian rapporte les propos d'un officier habilité à parler à la presse : "nous avons commencé à nous ouvrir un peu. Dans le passé cela nous a été reproché mais aujourd'hui nous souhaitons ainsi faire prévaloir notre point de vue". Au programme de la visite, des power-point destinés à livrer aux opinions publiques occidentales les dossiers jugés les plus préoccupants par le renseignement pakistanais : l'insurrection des talibans, la traque des militants d'Al-Quaïda, les relations houleuses avec l'Inde.
On notera également un intéressant aveu : "influencer la presse locale a toujours fait partie des opérations menées par l'ISI généralement par le biais de la corruption, de la flatterie ou de l'intimidation. Mais cette stratégie d'influence n'a jamais, à ce jour, visé la presse étrangère".
Le Guardian rappelle à quel point l'ISI inspire de la crainte y compris aux Pakistanais : "pendant des décennies, l'ISI a fonctionné à l'ombre d'un épais voile de secret, indifférent aux multiples allégations de fraude électorale, d'entraînement de groupes terroristes, d'enlèvements et d'assassinats. Beaucoup de Pakistanais estiment qu'il est un Etat dans l'Etat".
Source :
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Tags : al quaïda, espionnage, Pakistan, renseignement
A Coluna do Correio da Manhã de 08.08.2009
O patrão da Goldman Sachs não quer que se saiba que os dirigentes do banco vão receber 11 mil milhões de dólares de prémios relativos ao desempenho no primeiro semestre deste ano. Assim, recomendou discrição e invisibilidade. Erro... a mensagem tornou-se demasiado visível em Wall Street e, logo, em Nova Iorque. Agora, toda a gente quer saber como é isto dos cheques que dão xeque-mate à moralização da banca prometida por Obama (continua na coluna do Correio da Manhã)












